TRANSPORTE

Tarifa do transporte coletivo passa para R$ 3,10 a partir deste domingo (7)

A tarifa do transporte coletivo será de R$ 3,10 a partir do próximo domingo, 7 de junho. Os cálculos para apurar o reajuste levaram em conta o aumento do preços dos combustíveis, os salários da categoria que tem data base em junho, o valor dos veículos e a inflação do período, além do índice de passageiros transportados por quilômetro rodado. O aumento no preço dos combustíveis, que afeta todos os brasileiros desde o fim do ano passado, influenciou bastante o aumento da tarifa.

Quanto à mão de obra, apesar do sindicato da categoria estar pleiteando reajuste de 15% das empresas, a Prefeitura entende que o atual momento da economia do país indica que a prefeitura só possa autorizar a incorporação na tarifa apenas a reposição inflacionária de 8,34%.

Outro fator que pressionou a necessidade de reajuste foi a queda de 8,44% no volume de passageiros pagantes no sistema, o IPK (índice de passageiros por quilômetro rodado), que era de 1,45 no ano passado e caiu para 1,3372 agora.

Há que se destacar ainda que a suspensão da cobrança de passagens em dinheiro, que representava 10% do volume total, também influenciou no desequilíbrio contratual.

A aplicação pura e simples dos dispositivos contratuais exigiria a elevação do valor da tarifa para R$ 3,25. Porém entendimentos mantidos com a concessionária permitiram manter a tarifa em R$ 3,10.

Como principal destaque deste entendimento está a suspensão da circulação dos ônibus executivos, que apresenta alta quilometragem e baixa ocupação de passageiros.

Importante destacar que a definição da tarifa foi levada em conta ainda que o Governo do Estado renovou o convênio de isenção do ICMS sobre os combustíveis do transporte metropolitano, e a Prefeitura acredita na sensibilidade dos vereadores para aprovar a prorrogação da lei que isenta o ISS sobre o transporte coletivo, pois do

contrário haverá a necessidade de acrescentar mais R$ 0,10 no valor da tarifa.

Outro impacto importante no valor da tarifa, que pode ser medido agora a partir da emissão do cartão passe fácil para idosos e deficientes, é a isenção concedida para este público e também para os estudantes de todos os níveis. O cartão permitiu medir a média mensal de 480 mil idosos e deficientes no sistema, somado aos 328,5 mil estudantes ao mês.

O custo da isenção dos idosos e deficientes e 50% dos estudantes, já que a Prefeitura arca com metade do subsídio tanto para alunos da rede pública como particular, tem um peso elevado na composição da tarifa. A alternativa para reduzir esse impacto seria o governo do estado ou o governo federal custearem a gratuidade desse público, reduzindo a tarifa dos R$ 3,10 para R$ 2,30.

tran