MOBILIDADE URBANA

CREA defende criação de órgão técnico para debater e propor melhorias de mobilidade urbana.

A mobilidade urbana é um dos maiores desafios enfrentados por Maringá. Para trazer melhorias neste setor, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) propõe que o Município crie um Instituto de Planejamento Urbano, formado por profissionais de engenharia, agronomia e geociências, com estudos voltados para esta e outras áreas.

Somente na temática de mobilidade urbana, entre os projetos que o órgão poderia auxiliar, estão os da revitalização da Avenida Brasil, da Rua Santos Dumont, a transposição da Universidade Estadual de Maringá (UEM), construção de ciclovias, faixas para ônibus, Terminal Intermodal, entre outras propostas que estão sendo discutidas atualmente.

“Seria um órgão técnico que atuaria de forma independente do governo, com o objetivo de debater e propor melhorias de mobilidade urbana”, frisa o gerente regional em Maringá do CREA-PR, Hélio Xavier.

A necessidade de criação do Instituto de Planejamento foi apontada em 2012, no Estudo Básico de Desenvolvimento Municipal (EBDM), realizado pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), Associação Maringaense de Engenheiros Agrônomos (AMEA), Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) e Academia Euclides da Cunha (AEC).

Avenida Brasil

O CREA-PR tem acompanhado com atenção todas as discussões sobre mobilidade que estão ocorrendo em Maringá. No início de fevereiro o órgão fiscalizou as obras da Avenida Brasil e instaurou um processo com as devidas apurações junto à prefeitura.

Representantes do CREA-PR estão compondo uma comissão junto à Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) que deve avaliar oportunidades de melhorias ao projeto da Avenida Brasil. A comissão é formada também por outras entidades profissionais de engenharia, como a AEAM, AMEA, Senge-PR, Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), entre outras.

No dia 19 de fevereiro, o diretor da AMEA, Osvaldo Danhoni, e o presidente da AEAM, Nivaldo Barbosa de Lima, participaram da audiência pública que discutiu a criação de um Conselho Municipal de Mobilidade e Transportes. “Nosso estudo apontou, já em 2012, a necessidade de estimular alternativas de transporte coletivo e transporte não motorizado em detrimento ao transporte individual, através de diagnóstico técnico amplo e planejamento especializado. Nada mais apropriado que um quadro técnico altamente habilitado, especializado e independente para auxiliar na discussão e implementação dessas melhorias em Maringá”, diz Xavier.