Enquanto negocia a substituição da entidade operadora do sistema, o prefeito Silvio Barros garante que, além de ter continuidade, o Programa Saúde da Família será ampliado em Maringá.O anúncio foi feito na noite de segunda-feira, dia 4, durante encontro que o prefeito manteve, no Cine Teatro Plaza, com os cerca de 500 profissionais que cumprem aviso prévio dado pela Santa Casa de Misericórdia, depois que a entidade decidiu rescindir o convênio com a Prefeitura de Maringá para desenvolver as atividades do programa.O rompimento do contrato partiu de uma determinação da assessoria jurídica da instituição, válida para todas as Santas Casas do Brasil que mantém contratos com o Programa Saúde da Família.Em Maringá, o contrato entre as duas instituições vencerá no dia 31 deste mês, quando vencerá também o prazo de aviso prévio dos funcionários.Até lá, a Prefeitura de Maringá busca alternativas para definir uma nova instituição para firmar convênio e dar seqüência ao atendimento médico que atualmente é prestado em domicílio.“Estamos realizando freqüentes consultas junto ao Tribunal de Contas do Estado para verificar a viabilidade e legalidade de estabelecer parceria com instituições que já nos têm procurado”, afirmou o prefeito Silvio Barros durante o encontro. Ele observou também que, por enquanto, não existe um consenso e opinião dos conselheiros do TCE sobre a questão.“Nosso objetivo é dar continuidade e ampliar o atendimento às pessoas necessitadas do programa, que não têm culpa e nada têm a ver com tudo isso que aconteceu e, por elas, buscamos a melhor solução”, enfatizou o prefeito.
TRANSIÇÃO:Quanto a situação dos profissionais, o prefeito assegurou que ninguém está sendo necessariamente demitido e que o período é de transição.“Aqueles que quiserem continuar no programa vão passar por um teste seletivo que será aberto a todos os profissionais interessados”, adiantou. O teste será realizado até o dia 31 e terá também a finalidade de aumentar, a médio prazo, o número de equipes de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde para reforçar o atendimento à comunidade.De acordo com o secretário municipal da Saúde, Heine Macieira, o Programa Saúde da Família mantém, atualmente, 54 equipes completas atendendo mensalmente a uma média de 3.500 famílias de maringaenses.O custo do atendimento gira em torno de R$ 800 mil mensais. Desse montante, R$ 450 mil são pagos pela Prefeitura de Maringá e os outros R$ 350 mil, pelo Governo Federal.Mais informações: 3218-3150 ou 3218-3156 (secretaria da Saúde)